Quem me conhece e ver que criei um blog com esse titulo, certamente vai torcer o nariz e dizer que eu vivo demais nas minhas neuras. E sim, isso é verdade, e me surpreendi quando descobri que na verdade isso também é um sintoma de bipolaridade.
Mas enfim, deixando de lado o julgamento das pessoas, meu intuito de abrir esse blog é pra manter um registro dos acontecimentos de forma mais linear, para que eu mesma possa vez como me senti nos ultimos dias/semanas. Pra que talvez tudo isso me ajude a entender o que de fato está acontecendo.
Contando um pouco da minha história, eu nunca fui uma pessoa estupidamente feliz, daquelas que está sempre alegre, disposta, motivada e etc, pra ser sincera, não sei se existem pessoas que são assim de verdade, difícil opinar, já que pra mim, o sentimento de felicidade plena nunca existiu. Eu vivi sim uma vida inteira cheia de altos e baixos, mas sempre julguei os altos pelas conquistas e os baixos pelos fracassos, nunca me passou pela cabeça que poderia ter alguma ligação com um transtorno bipolar. Mas sim, eu tive muitos em que estava muito bem e logo em seguida, muito mal, no passado, isso se dava exclusivamente aos relacionamentos fracassados que eu cultivava, todos eles faziam eu me sentir o ser humano mais pequenino do universo, principalmente quando eu era dispensada pelos caras no final.
Eu nunca soube lidar com isso, nunca soube entender porque tinha amigas que tinham relacionamentos enquanto os meus nunca passavam do primeiro mês. Essa continua necessidade de ter alguém e não encontrar, fazia eu viver muitos altos e baixos. Sempre que eu conhecia uma pessoa nova, eu vivia estados de euforia, me perguntava se eu finalmente poderia ter encontrado a pessoa certa (sim, eu era dessas) e investia todo meu tempo naquilo, sempre fui ansiosa mas, nesses periodos de inicio de relacionamento, minha ansiedade virava um monstro e me controlava, fazendo com que eu respirasse a pessoa que conhecia. E ai, um mês depois normalmente, eu era dispensava ou então a pessoa demonstrava que estava só afim de curtição e não de algo sério, e sim, meu mundo desmoronava e eu sentia aquele vazio, sem ter respostas e sem realmente entender o que havia acontecido, embora hoje, olhando pra trás eu veja que eu era intensa demais, em momentos que eu deveria simplesmente aproveitar e me divertir também. Pra ser sincera, a maior parte da minha vida se resumiu a isso, a uma busca incessamente pelo amor da minha vida, em uma das vezes, a dor de perder uma dessas pessoas me fez até tentar o suicidio. Não sei se realmente foi uma tentativa de suicidio, já que na hora que senti o efeito dos remédios, eu senti um medo absurdo de morrer, mas depois, deitei na cama e me entreguei ao que quer que pudesse acontecer, mas a única coisa que aconteceu foi meus pais chegarem em casa e encontrarem os rastros que deixei, depois disso, foi muito vomito, choro e dores de estomago. Não, eles não me levaram no PS, pois sabiam que pegam pesado com suicidas, mas no fim, tudo acabou "bem". Bem porque não morri, mas as aspas porque ali havia traços de alguma coisa que eu não sabia o que era.
A verdade é que sempre vivi a vida muito no automático. Conheci o amor da minha vida que tanto procurei, mas mesmo vivendo esse sonho, as coisas não pareciam estar completas, eu sempre me senti vazia, buscando por algo que não sabia o que era. O tal relacionamento dos meus sonhos me fez viver muitos altos e baixos também, simplesmente porque estar com alguém não é aquele mar de rosas que os filmes de Hollywood mostram, a gente ama, a gente odeia, a gente sofre, a gente tem medo, uma série de coisas loucas que ninguém conta.
Mas eu vivia um relacionamento abusivo e não sabia, no começo era mais tranquilo até, as coisas foram tomando proporções meio complicadas com o passar dos anos. E não, eu não apanhava e nada do tipo, mas eu sofria violência psicológica, o que piorava ainda meu quadro e eu não sabia. Não sabia porque sempre me achava culpada de tudo, se meu marido reclamava de algo que não fiz, eu realmente achava que estava errada e que precisava fazê-lo.
Mas o motivo da minha total instabilidade foi a maternidade.
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